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27

abr

18:00-22:30

Oficina de Crochê: Tecendo Ecossistemas e Desconstruindo o Trabalho Escravo

A ação proposta pela Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da UFMG e alunos da optativa desenvolvida pelos seus coordenadores: DIN015 TOPICOS EM DIREITO PROCESSUAL PENAL A- Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas, consiste na realização de uma oficina de crochê, pensada como um espaço de aprendizagem prática, troca de saberes e reflexão coletiva no contexto do Fashion Revolution, em diálogo com as demais atividades desenvolvidas no projeto, como a exposição e a produção de conteúdos informativos. A oficina será aberta ao público e realizada na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, com a participação estimada de 20 pessoas, sendo voltada tanto para iniciantes quanto para aqueles que já possuem alguma familiaridade com a técnica, promovendo um ambiente colaborativo e acolhedor.

A atividade será conduzida por Lívia Carolina de Souza Lima, responsável por orientar os participantes ao longo da oficina, apresentando os pontos básicos do crochê e acompanhando o desenvolvimento das peças. Durante o encontro, os participantes terão a oportunidade de aprender na prática, compreendendo o tempo, o cuidado e o trabalho envolvidos na produção manual, em contraste com a lógica acelerada da indústria da moda.

Após a oficina, será realizado um bate-papo mediado pelos integrantes da Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas, com o objetivo de aprofundar a reflexão sobre questões estruturais da indústria da moda, especialmente no que tange ao trabalho análogo à escravidão e ao tráfico de pessoas, bem como às diversas formas de violações de direitos humanos presentes na cadeia produtiva. A atividade também dialogará com os demais conteúdos produzidos por grupos compostos pelos integrantes da clínica e da optativa, abordando o impacto social, econômico e cultural da moda.

A proposta busca, ainda, destacar a importância do artesanato como fonte de renda e autonomia para mulheres, especialmente em contextos de vulnerabilidade, além de seu papel fundamental no fortalecimento de economias locais e na preservação de saberes tradicionais. Nesse sentido, pretende-se discutir a valorização dos artesãos, frequentemente invisibilizados na cadeia produtiva da moda, e refletir sobre práticas mais justas, como o consumo consciente e a compra direta de produtores.

Por fim, a ação tem como objetivo valorizar o fazer artesanal e dialogar de forma crítica com o tema dos ecossistemas da moda, evidenciando como as diferentes etapas da produção estão interligadas e como impactam pessoas, territórios e o meio social. Dessa forma, a oficina se articula com a exposição e o bazar, promovendo não apenas o engajamento dos participantes, mas também a construção de uma consciência crítica voltada à transformação social, em sintonia com os princípios do Fashion Revolution.

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