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Do interior de Minas gerais para o cenário nacional: Matheus Solem, voluntário do Fashion Revolution é semifinalista na Casa de Criadores

Matheus Solem, voluntário do Fashion Revolution Brasil, é semifinalista de um dos maiores concursos estudantis de moda do país, que premiará o vencedor com um desfile na Casa de Criadores.

Aos 30 anos, natural de Formiga (MG) e estudante de Design de Moda na UEMG – Unidade Passos, Matheus também atua como Agente Territorial de Cultura pelo Ministério da Cultura (MinC). Sua trajetória une moda, ancestralidade e transformação social — premissas que fundamentam seu projeto semifinalista.

A Coleção: “Corpo Negro” e a Moda Decolonial

Orientada pelo professor Ítalo Dantas, a coleção “Corpo Negro” investiga a moda decolonial, a espiritualidade e a cultura afro-brasileira.

“A proposta entende o corpo negro como um território vivo de memória, resistência e potência. Busco construir uma narrativa de pertencimento e continuidade histórica, utilizando a criação como linguagem estética, política e cultural”, explica Matheus.

O grande destaque técnico é o uso do Adire, técnica tradicional de amarração e tingimento do povo iorubá (Nigéria), que evoca liberdade e preservação cultural. Na coleção, as matérias-primas naturais vão além da estética, atuando como elementos de afirmação política.

A Força da Universidade Pública

Disputando com mais de 770 inscritos, Matheus garantiu sua vaga na semifinal logo na primeira tentativa, celebrando o potencial do interior e do ensino público:

“Essa conquista mostra que a produção acadêmica do interior possui qualidade e relevância para dialogar com os principais espaços da moda brasileira. É o resultado de um trabalho coletivo, construído dentro da universidade pública.”

Próximos Passos

A semifinal está em andamento por meio da avaliação de um look físico confeccionado pelos participantes. O resultado que definirá os cinco finalistas nacionais — um de cada região — sai agora em junho de 2026.

Para nós, ver a moda como ferramenta de valorização de saberes afro-diaspóricos e responsabilidade política na voz de um de nossos voluntários já é a maior vitória. 

Estamos na torcida, Matheus!

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