Evento inédito promove imersão sobre a fibra a partir da experiência e produção científica de especialistas globais
Diferente da realidade brasileira, o cânhamo têxtil já movimenta cadeias produtivas consolidadas ao redor do mundo, evidenciando que sua produção pode impulsionar economias locais e criar novas oportunidades de emprego e desenvolvimento para o setor da moda. Estudos indicam que a integração desta fibra nas cadeias têxteis permite alcançar benefícios econômicos substanciais e impactos ambientais positivos.
O cânhamo é uma das fibras naturais mais antigas da humanidade, sendo uma das primeiras vegetais domesticadas. Na indústria têxtil, a fibra é valorizada por sua durabilidade, respirabilidade, versatilidade e propriedades antibacterianas, apresentando-se como uma alternativa viável para substituir matérias-primas de alto impacto negativo na confecção.
Do ponto de vista ecológico, a planta, a depender de seu modelo de produção, pode vir a apresentar baixo impacto socioambiental. Quando cultivada de forma responsável, possui potencial para requerer pouca água, dispensar o uso de insumos químicos e contribuir ativamente para a regeneração do solo. No entanto, o acesso a conteúdo científico sobre o tema ainda é escasso no Brasil, onde o debate sobre o marco legal e o cultivo para fins industriais é uma necessidade urgente para o desenvolvimento do setor.
“Enquanto o mercado global do cânhamo é estimado em bilhões de dólares e apresenta crescimento acelerado, o Brasil ainda enfrenta legislações atrasadas que limitam nossa própria economia e o desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, o cânhamo precisa ser reconhecido como uma matéria-prima estratégica para avançarmos na sustentabilidade do setor têxtil no país” destaca Fernanda Simon, diretora executiva do Instituto Fashion Revolution.
Com o objetivo de suprir essa lacuna, o Instituto Fashion Revolution Brasil e a Fibershed Brasil realizam, no dia 20 de março, o seminário “Cânhamo Têxtil: construindo o uso da fibra no contexto brasileiro”, com a presença de referências da vanguarda global.
Você pode fazer sua inscrição por meio deste link.
“O cânhamo precisa ser reconhecido como uma matéria-prima estratégica para avançarmos na sustentabilidade do setor têxtil no país.”
Fernanda Simon, Diretora Executiva do Instituto Fashion Revolution Brasil
De olho no futuro da fibra no Brasil
O Seminário trará apresentações de renomados pesquisadores como Git Skoglund e Remi Loren (Suécia) e Sérgio Rocha (Brasil), além de contar com uma exposição detalhando as etapas de processamento e as características físico-químicas da fibra. O encontro busca impulsionar a modernização da cadeia produtiva nacional a partir do conhecimento técnico sobre as etapas que conduzem a planta até sua transformação em tecido, conectando aprendizados internacionais às especificidades da agricultura e da indústria nacional.

O evento, inédito no país, pretende reunir diversos representantes da moda brasileira
Por que o Brasil precisa deste seminário agora?
Ciência contra o preconceito: em um cenário de escassez de dados técnicos, o evento traz pesquisas que comprovam os benefícios da planta para a economia e o desenvolvimento industrial responsável.
Iniciativa educativa: o seminário atua como uma plataforma necessária para reunir pesquisadores, produtores e representantes da indústria, avançando o diálogo para a implementação do cânhamo na cadeia produtiva nacional.
Transição setorial: a implementação do cânhamo representa um passo estratégico para que o Brasil construa sua própria trajetória rumo a matérias-primas mais responsáveis, reduzindo a dependência de monoculturas ou fibras sintéticas.
Agenda:
O evento acontece na sexta-feira, dia 20 de março, no CIVI-CO, em São Paulo, e os lugares são limitados. Você pode se inscrever por aqui (inscrição sujeita à disponibilidade).
Após o evento, a gravação estará disponível nos canais do Instituto Fashion Revolution Brasil e Fibershed Brasil.
Organização: Instituto Fashion Revolution Brasil e Fibershed Brasil.
Apoio Institucional: Instituto Ficus e CIVI-CO
Realização: Governo do Estado de São Paulo (Indústrias Criativas); SP Cult